O texto apresenta
reflexões sobre a educação de pessoas com surdez em uma perspectiva inclusiva e
que, precisa ser revista para que as práticas de ensino e aprendizagem na
escola comum pública e também privada apresentem caminhos consistentes e
produtivos.
A pessoa com surdez não
pode ser vista como um deficiente, pois não é. Ela é um ser capaz de
desenvolver os processos perceptuais e, demonstrar a sua consciência, seu
pensamento e sua linguagem.
O problema da educação
das pessoas com surdez é focar o uso dessas ou daquela língua. Tem-se que dá
ênfase, também, a qualidade e a eficiência das praticas pedagógicas.
Diante do sistema
bilíngue, os alunos com surdez terão o acesso a uma formação em que a Língua
Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa vão constituir-se Línguas de
instrução.
Mas essa abordagem
bilíngue definida pelas políticas públicas brasileiras não é suficiente para
combater o fracasso escolar. É essencial exaltar o potencial humano,
criando-lhes ambientes propícios e motivadores onde as marcas do déficit, da
falta, da falha e da deficiência sejam secundárias; há por outro lado a
necessidade de mudança da escola e de suas práticas pedagógicas que, sem
intenção nenhuma exclui, em práticas inclusivas.
Dessa forma é legítima
a construção do Atendimento Educacional Especializado nesta perspectiva de
Inclusão, este disponibiliza serviços e recursos. Sua função é organizar o
trabalho complementar para a classe comum, com vistas à autonomia e à
independência social, afetiva, cognitiva e linguística da pessoa com surdez na
escola e fora dela.
O ponto de partida do
AEE PS é a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades desse
ser humano, prevendo o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem.
No AEE PS, o
conhecimento precisa ser compreendido como uma teia de relações, na qual as
informações se processem como instrumento de interlocução e de diálogo.
Se houver um elo entre
a sala comum e o AEE, certamente, o ambiente de aprender a aprender será adequado
e sustentará que o professor e o aluno com surdez interajam com a sala de aula
comum, produzam, pela mediação, pela compreensão dos conhecimentos, a partir, de
novas práticas metodológicas, com estratégias e recursos de ensino.
As práticas metodológicas
do AEE PS, num sentido de associação, conforme Damázio (2005) adota a Pedagogia
Contextual Relacional em que procura formar o ser humano, com base em contextos
significativos, desenvolvendo todos os aspectos possíveis como: na vontade, na
inteligência, no conhecimento e em ideias sociais, estimulando-o nas suas
qualidades e estabelecendo um ritmo relacional sadio entre a pessoa e o meio
ambiente, descartando aquilo que não tem utilidade, sem valor real para a vida.
Trabalhando a ação
pedagógica entre o conhecedor, o conhecimento e o conhecido, a pessoa com
surdez terá a compreensão do ciclo de desenvolvimento e aprendizagem,
respeitando os campos pedagógicos e linguísticos das duas línguas no AEE PS. A
metodologia vivencial leva o aluno aprender a aprender e o professor na
condição do gestar com responsabilidades, busca os métodos, escolhendo os
procedimentos e recursos mais viáveis para operacionalização da aula
especializada.
Toda a prática
pedagógica do AEE PS é organizada por meios de contextos e está alicerçada nas
representações sociais e nos legados culturais e científicos da humanidade.
Para assegurarmos a
aprendizagem significativa em prol das pessoas com surdez é preciso romper
alguns obstáculos que impedem o desenvolvimento e provocam a repetência e a
evasão, provocando o fracasso escolar (DAMÁZIO, 2005), de forma didática o
trabalho do AEE PS, envolve três momentos didático-pedagógicos: AEE em LIBRAS, AEE
para o ensino de LIBRAS e o AEE para o Ensino da Língua Portuguesa, e que
juntos serão a garantia da inclusão do aluno na escola comum.
Antônia Mônica Barroso Firmino
Irauçuba-Ce.