domingo, 22 de junho de 2014

PARA REFLETIR...

No AEE é preciso que se faça uma observação detalhada da criança, ou seja, para verificar quais são as dificuldades e as possibilidades que ela apresenta. Agindo dessa forma, lançando um olhar por partes, poderemos entendê-la melhor. Isto facilita o trabalho do educador que conhecendo o potencial do seu aluno saberá o que fazer para ajudá-lo e superar os obstáculos que o impedem de construir sua identidade como cidadão perante a sociedade e vir a interagir socialmente com o meio em que vive.
Durante toda a história da humanidade sempre foi fácil o ser humano admirar e amar aquele semelhante que não apresenta nenhuma imperfeição física. Talvez por preconceito mesmo. Pois,  apesar de tantas informações e formações trazidas pelo avanço das novas tecnologias, ainda, existem pessoas que preferem viver na ignorância do que se adaptar a questão da educação inclusiva que promove a igualdade entre todos. Então quando nos deparamos com quem não consegue andar, enxergar ou até mesmo ouvir, já virou mito, dizer ou pensar que esta criança É DEFICIENTE.
Antes de conviver e se formar para o AEE tem-se uma visão completamente diferente da que se tem de quando está se aperfeiçoando nesta modalidade de ensino. Assim é normal o indivíduo só apontar para o que o outro não pode fazer, isto é um equívoco porque “não poder” e “saber fazer” são duas coisas com sentido diferente. Desse modo, ao ver uma pessoa com deficiência acredita-se,  sem mesmo antes interrogá-la, que ela esteja incapacitada para fazer alguma coisa. Essa opinião ou argumento sofrerá uma mudança radicalmente, quando essas pessoas que ainda não tem o conhecimento do que é a inclusão social e como funciona o Atendimento Educacional Especializado, conhecer de perto como se dá esse trabalho e de como as crianças tem muito que oferecer, desde que alguém os motivem. Como mencionou Calvino, é preciso estas crianças se adaptarem a sua realidade, no tempo e no espaço.

                                                                        
                                      Antônia Mônica Barroso Firmino

                                                          Irauçuba, Ce.

domingo, 8 de junho de 2014

RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA PARA TRABALHAR A COMUNICAÇÃO COM CRIANÇAS COM TEA


RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA PARA TRABALHAR
A COMUNICAÇÃO COM CRIANÇAS AUTISTAS

Antonia Mônica Barroso Firmino


          A Comunicação/Linguagem é uma das mais significativas aquisições na vida de uma criança, é compreendida como um sistema simbólico construído socialmente e governado por regras que servem ao propósito da comunicação.
 
         Nesta população    especial encontram-se as pessoas com autismo. O Transtorno do Espectro Autista, segundo a APA (2013), é um distúrbio de desenvolvimento neurológico e deve estar presente desde a infância ou do início da infância, mas pode ser detectado mais tarde. Esse distúrbio passa a ter dois domínios: sociais/déficits de comunicação e interesses fixados e comportamentos repetitivos.
         Um dos focos primordiais nos programas de intervenção destinados às pessoas com autismo é a aquisição da linguagem    e da comunicação. Dentre os recursos utilizados destaca-se a Comunicação Alternativa.
        Segundo (ASHA,2008,p.10), define a Comunicação Alternativa como o uso integrado de componentes, incluindo símbolos, recursos, estrátegias e técnicas utilizados pelos indivíduos a fim de complementar a comunicação.  
        Para TETZCHNER e MARTINSEN, 2000 apud BEZ, o significado do termo comunicação alternativa é ampliado e usado para definir diferentes formas de comunicação como o uso de gestos, as expressões faciais, o uso de pranchas de alfabeto ou símbolos pictográficos, até o uso de sistemas sofisticados de computador    com voz sintetizada.
         Os recursos são constituídos por objetos ou equipamentos e podem ser tanto de baixa quanto de alta tecnologia. Os de baixa tecnologia podem ser representados por gestos, expressões e através de signos gráficos   , podendo ser elaborados pranchas, painéis, carteiras, entre outros.
        Os recursos de baixa tecnologia tem como vantagem a maior disponibilidade e menores treinamentos para uso.
      Um dos recursos de baixa tecnologia é o sistema PCS (Picture Communication Symbols).

 
 
PRANCHAS COM SÍMBOLOS PCS

 
 
 
CARTÕES DE COMUNICAÇÃO
 
 
 
O Sistema PCS é um sistema simbólico que possui aproximadamente 8.000 símbolos, contendo um vasto vocabulário. Pode ser encontrado em livros ou em programas de computador como o Boardmaker, podendo ser adaptado a questões culturais, regionais e pessoais do usuário.
         O PCS podem ser confeccionados de diversos formatos, como pranchas, cartões, aventais, mesas, porta documentos, agenda, calendário, histórias adaptadas, entre outros.
 Esse sistema beneficia indivíduos de qualquer idade, para um nível simples de expressão.
          Os cartões ficam organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente, exemplo: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais, amarelo são os sujeitos, verde são os verbos, laranja são os substantivos, azuis os adjetivos e brancos são os símbolos que não se enquadram nas categorias citadas anteriormente. Pode ser ensinado também coisas preferidas para comer, beber, as atividades preferidas, brinquedos preferidos, lugares que gosta de ir e pessoas que conhece.
   Os cartões podem ser confeccionados em cartolinas, EVA, para facilitar o manuseio do aluno com as seguintes vantagens: desenvolver o encorajamento para a fala, fazer com que as escolhas sejam positivas e pode ser aplicado por todos que rodeiam a criança.
         Os cartões podem ser utilizados na sala de recursos, onde a professora irá trabalhar imagem por imagem, bem como na sala regular e no ambiente familiar, para facilitar a interação do aluno.
 
 
Referências Bibliográficas:
 
 BEZ, Maria Rosângela. Relato Experiência: Uso do SCALA em turma inclusiva. UFRGS.
 BEZ, Maria Rosângela. Comunicação Alternativa e TEA. In: Curso de A.E.E., 2014.
 MESQUITA, Ingrid Caroline Barreto. Levantamento de Recursos de Alta e Baixa Tecnologia para a Implementação da Comunicação Alternativa e Ampliada. CNPQ, UFS.
 SARTORETTO, Maria Lúcia e BERSCH, Rita. Assistiva: Tecnologia e Educação, 2014.