No AEE é
preciso que se faça uma observação detalhada da criança, ou seja, para
verificar quais são as dificuldades e as possibilidades que ela apresenta.
Agindo dessa forma, lançando um olhar por partes, poderemos entendê-la melhor.
Isto facilita o trabalho do educador que conhecendo o potencial do seu aluno
saberá o que fazer para ajudá-lo e superar os obstáculos que o impedem de
construir sua identidade como cidadão perante a sociedade e vir a interagir
socialmente com o meio em que vive.
Durante
toda a história da humanidade sempre foi fácil o ser humano admirar e amar aquele semelhante que não apresenta nenhuma imperfeição física. Talvez por
preconceito mesmo. Pois, apesar de
tantas informações e formações trazidas pelo avanço das novas tecnologias,
ainda, existem pessoas que preferem viver na ignorância do que se adaptar a
questão da educação inclusiva que promove a igualdade entre todos. Então quando
nos deparamos com quem não consegue andar, enxergar ou até mesmo ouvir, já virou
mito, dizer ou pensar que esta criança É DEFICIENTE.
Antes de
conviver e se formar para o AEE tem-se uma visão completamente diferente da que
se tem de quando está se aperfeiçoando nesta modalidade de ensino. Assim é
normal o indivíduo só apontar para o que o outro não pode fazer, isto é um equívoco
porque “não poder” e “saber fazer” são duas coisas com sentido diferente. Desse
modo, ao ver uma pessoa com deficiência acredita-se, sem mesmo antes interrogá-la, que ela esteja
incapacitada para fazer alguma coisa. Essa opinião ou argumento sofrerá uma
mudança radicalmente, quando essas pessoas que ainda não tem o conhecimento do
que é a inclusão social e como funciona o Atendimento Educacional
Especializado, conhecer de perto como se dá esse trabalho e de como as crianças
tem muito que oferecer, desde que alguém os motivem. Como mencionou Calvino, é
preciso estas crianças se adaptarem a sua realidade, no tempo e no espaço.
Antônia Mônica Barroso Firmino
Irauçuba, Ce.

