quinta-feira, 17 de abril de 2014

SAIBA MAIS!!!

SURDOCEGUEIRA E DMU


          A Surdocegueira e a Deficiência Múltipla são dois termos interligados. Lagati diz que a Surdocegueira é uma condução que apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez (1995, p. 306). Assim, percebe-se que o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social é denominado como deficiências múltiplas. Porém, não é a soma dessas alterações por em evidências a DMU, e sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais das pessoas especiais (MEC – 2006).
     Quanto à aprendizagem, um indivíduo com surdocegueira demonstram dificuldade em obsevar, compreender e imitar o comportamento de membros familiares ou de outros que tenha contato, devido à combinação das perdas visuais e auditivas (MC INNS, 1999). As pessoas com múltiplas deficiências apresentam várias necessidades. Nunes (2002) classificou tais necessidades em três blocos: Necessidades físicas e médicas; emocionais e necessidades educacionais.
Para estabelecer a comunicação entre as pessoas com deficiência múltipla e surdocegueira existem várias técnicas apropriadas que favorecem a interação com pessoas e objetos. Para que haja uma comunicação efetiva é preciso planejar e organizar o ambiente. A antecipação, obtenção de pistas e as escolhas com quem estar e quais as atividades que se almeja fazer são métodos que facilitam a aprendizagem. Devem-se desenvolver atividades de maneira multissensorial para garantir aproveitamento de todos os sentidos. Estratégias que motivem as pessoas com múltiplas deficiências a usar a fala, vocalizações ou sons, gestos ou comportamentos são imprescindíveis, além de motivá-los, esses exercícios, demonstram que estão superando as suas dificuldades. Hallaham e Kauffmam (1994) discorrem “Nós não devemos deixar que as incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as suas habilidades. Para que a pessoa possa se auto perceber e perceber o mundo exterior , devemos buscar a sua verticalidade, o equilíbrio postural, articulação e a harmonização de seus movimentos; a autonomia em deslocamentos e movimentos; o aperfeiçoamento das coordenações viso motora, motora global e fina; e o desenvolvimento da força muscular (BOSCO,2010, p. 11). Reitera-se, é de grande importância que a organização espacial da escola e sala de aula estejam adequada e favorável a atividades com diferentes linguagens, em favor, de uma aprendizagem significativa e motivante à estas pessoas.

Antônia Mônica Barroso Firmino
Juá – Irauçuba, CE.

2 comentários:

  1. Olá, Mônica!

    Parabéns!
    Concordo com você quando diz: " que para que haja uma comunicação efetiva é preciso planejar e organizar o ambiente". A comunicação é de suma importância para o ser humano.
    Nunes (2002) coloca que a dificuldade na comunicação cria limitações na interação com os outros e com o meio, levando a pessoa a ter pouca experiência sociais.
    É por esse motivo que é fundamental a colaboração principalmente da família, bem como de outros profissionais. Eles devem partilhar dos mesmos objetivos, visando a máxima independência possível da pessoa, ensinando a ter autonomia para levar uma vida digna. Uma independência no sentido de considerar as dificuldades motoras e cognitivas. Não será uma tarefa fácil. É um grande desafio.

    Um grande e forte abraço!
    Josenira Freitas

    ResponderExcluir
  2. Após tantas leituras, você conseguiu resumir em poucas palavras os aspectos principais da DMU e surdo-cegueira e o ensino aprendizagem destes alunos. Mesmo utilizando referencial teórico como LAGATI, abordou o tema com linguagem bastante acessível para aqueles que não dominam o assunto e buscam primeiros esclarecimentos. Muito esclarecedor!!!

    ResponderExcluir