SURDOCEGUEIRA E DMU
A Surdocegueira e a Deficiência Múltipla são dois termos interligados.
Lagati diz que a Surdocegueira é uma condução que apresenta outras dificuldades
além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez (1995, p. 306). Assim,
percebe-se que o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem
física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social é denominado como
deficiências múltiplas. Porém, não é a soma dessas alterações por em evidências
a DMU, e sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de
comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades
educacionais das pessoas especiais (MEC – 2006).
Quanto à aprendizagem,
um indivíduo com surdocegueira demonstram dificuldade em obsevar, compreender e
imitar o comportamento de membros familiares ou de outros que tenha contato,
devido à combinação das perdas visuais e auditivas (MC INNS, 1999). As pessoas
com múltiplas deficiências apresentam várias necessidades. Nunes (2002)
classificou tais necessidades em três blocos: Necessidades físicas e médicas;
emocionais e necessidades educacionais.
Para estabelecer a comunicação entre as pessoas com
deficiência múltipla e surdocegueira existem várias técnicas apropriadas que
favorecem a interação com pessoas e objetos. Para que haja uma comunicação
efetiva é preciso planejar e organizar o ambiente. A antecipação, obtenção de
pistas e as escolhas com quem estar e quais as atividades que se almeja fazer
são métodos que facilitam a aprendizagem. Devem-se desenvolver atividades de
maneira multissensorial para garantir aproveitamento de todos os sentidos.
Estratégias que motivem as pessoas com múltiplas deficiências a usar a fala,
vocalizações ou sons, gestos ou comportamentos são imprescindíveis, além de
motivá-los, esses exercícios, demonstram que estão superando as suas
dificuldades. Hallaham e Kauffmam (1994) discorrem “Nós não devemos deixar que
as incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as suas
habilidades. Para que a pessoa possa se auto perceber e perceber o mundo
exterior , devemos buscar a sua verticalidade, o equilíbrio postural,
articulação e a harmonização de seus movimentos; a autonomia em deslocamentos e
movimentos; o aperfeiçoamento das coordenações viso motora, motora global e
fina; e o desenvolvimento da força muscular (BOSCO,2010, p. 11). Reitera-se, é
de grande importância que a organização espacial da escola e sala de aula
estejam adequada e favorável a atividades com diferentes linguagens, em favor,
de uma aprendizagem significativa e motivante à estas pessoas.
Antônia
Mônica Barroso Firmino
Juá – Irauçuba,
CE.

Olá, Mônica!
ResponderExcluirParabéns!
Concordo com você quando diz: " que para que haja uma comunicação efetiva é preciso planejar e organizar o ambiente". A comunicação é de suma importância para o ser humano.
Nunes (2002) coloca que a dificuldade na comunicação cria limitações na interação com os outros e com o meio, levando a pessoa a ter pouca experiência sociais.
É por esse motivo que é fundamental a colaboração principalmente da família, bem como de outros profissionais. Eles devem partilhar dos mesmos objetivos, visando a máxima independência possível da pessoa, ensinando a ter autonomia para levar uma vida digna. Uma independência no sentido de considerar as dificuldades motoras e cognitivas. Não será uma tarefa fácil. É um grande desafio.
Um grande e forte abraço!
Josenira Freitas
Após tantas leituras, você conseguiu resumir em poucas palavras os aspectos principais da DMU e surdo-cegueira e o ensino aprendizagem destes alunos. Mesmo utilizando referencial teórico como LAGATI, abordou o tema com linguagem bastante acessível para aqueles que não dominam o assunto e buscam primeiros esclarecimentos. Muito esclarecedor!!!
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